Gobernanza metropolitana en el contexto brasileño: reflexiones iniciales sobre las metrópolis emergentes a partir del caso de la Región Metropolitana del Cariri
Contenido principal del artículo
Resumen
El presente artículo reúne apuntes iniciales sobre las metrópolis emergentes a partir de la gobernanza metropolitana en el contexto brasileño, con énfasis en las especificidades y desafíos de articulación institucional. El trabajo se inserta en el Eje 3 – Estado, Planeamiento y Gobiernos, de la línea de Estudios Comparados del Instituto Nacional de Ciencia y Tecnología (INCT) LABPLAN, articulando el estudio de caso aquí presentado con las actividades y objetivos de la red de investigación. De este modo, este artículo tiene como propósito discutir, de manera exploratoria, cómo se configuran los arreglos (institucionales y no institucionales) y las dinámicas de cooperación intermunicipal en regiones que experimentan procesos recientes de metropolización aún en consolidación. El artículo se sustenta en un estudio de caso. Se analiza la Región Metropolitana del Cariri (RMC), ubicada en el extremo sur del estado de Ceará, en la Región Nordeste de Brasil. La investigación es de carácter cualitativo y se desarrolló durante los meses de abril y mayo de 2025, e incluyó revisión bibliográfica, análisis documental (Plan de Desarrollo Urbano Integrado, leyes complementarias estatales y municipales) y entrevistas semiestructuradas, realizadas in situ, con actores gubernamentales (alcaldes y secretarios municipales) y no gubernamentales (representantes del sector privado y de la sociedad civil) de la RMC. Los resultados iniciales evidencian la existencia de una gobernanza metropolitana incipiente, caracterizada por asimetrías institucionales, baja coordinación del ente estatal, escasa cooperación entre los municipios y limitada capacidad de planeamiento supralocal. No obstante, se identifican iniciativas puntuales de gobernanza derivadas de acciones colectivas entre actores no gubernamentales en la gestión de la RMC (arreglos no institucionales). Las reflexiones presentadas buscan contribuir al debate sobre las posibilidades y límites de la gobernanza metropolitana en contextos de metropolización emergente en el Brasil contemporáneo.
Detalles del artículo
Número
Sección

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Cómo citar
Referencias
Abrucio, F. L., Franzese, C., & Sano, H. (2010). Coordenação e cooperação no federalismo brasileiro: avanços e desafios. En A. dos S. Cunha, B. A. de Medeiros, & L. M. C. de Aquino (eds.), Estado, instituições e democracia: República (vol. 1, pp. 177–212). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Araújo, T. B. de. (2000). Ensaios sobre o desenvolvimento brasileiro: heranças e urgências. Revan.
Arretche, M. (2012). Democracia, federalismo e centralização no Brasil. Editora FGV.
Boothroyd, P. (2010). Construindo capacidades para a governança metropolitana. En J. Klink (ed.), Governança das metrópoles: conceitos, experiências e perspectivas (pp. 117–126). Annablume.
Borja, J., & Castells, M. (2004). Local y global: la gestión de las ciudades en la era de la información (7.ª ed.). Taurus.
Brandão, C. A. (2019). As ausências e elos faltantes das análises regionais no Brasil e a proposição de uma agenda de pesquisas de longo prazo (Texto para discussão n.º 2461). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Brasil. (1973). Lei Complementar n.º 14, de 8 de junho de 1973. Diário Oficial da União.
Brasil. (1974). Lei Complementar n.º 20, de 1.º de julho de 1974. Diário Oficial da União.
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Senado Federal.
Brasil. (2015). Lei n.º 13.089, de 12 de janeiro de 2015 (Estatuto da Metrópole). Diário Oficial da União.
Brenner, N. (2019). New urban spaces: Urban theory and the scale question. Oxford University Press.
Clementino, M. do L. M., & Almeida, L. de S. B. (eds.). (2021). Governança de regiões metropolitanas: contribuições à luz do Estatuto da Metrópole (1.ª ed.). Letra Capital.
Clementino, M. do L. M. (2025). Metrópoles emergentes na América Latina [Manuscrito inédito]. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Laboratório de Planejamento Urbano e Regional, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Costa, M. A., Favarão, C. B., Tavares, S., & Blanco Júnior, C. (2018). Do processo de metropolização institucional à implementação do Estatuto da Metrópole: dois balanços, suas expectativas e incertezas. En B. O. Marguti, M. A. Costa, & C. B. Favarão (eds.), Brasil metropolitano em foco: desafios à implementação do Estatuto da Metrópole (pp. 19–53). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Costa, M. A., Matteo, M., & Balbim, R. N. (2010). Faces da metropolização no Brasil: desafios contemporâneos na gestão das regiões metropolitanas. En M. P. Morais & M. A. Costa (eds.), Infraestrutura social e urbana no Brasil (vol. 2, pp. 641–682). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Garson, S. (2009). Regiões metropolitanas: por que não cooperam? Letra Capital.
Governo do Ceará. (2009). Lei Complementar n.º 78, de 26 de junho de 2009. Diário Oficial do Estado do Ceará.
Governo do Ceará. (2018). Decreto n.º 32.490, de 8 de janeiro de 2018. Diário Oficial do Estado do Ceará.
IBGE. (1991). Censo demográfico 1991: resultados gerais da população e dos domicílios. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
IBGE. (2000). Censo demográfico 2000: resultados gerais da população e dos domicílios. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
IBGE. (2010). Censo demográfico 2010: resultados gerais da população e dos domicílios. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
IBGE. (2017). Divisão regional do Brasil em regiões geográficas imediatas e intermediárias. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
IBGE. (2022). Censo demográfico 2022: resultados preliminares. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Klink, J. J. (2013). Por que as regiões metropolitanas continuam tão ingovernáveis? En B. A. Furtado, C. Krause, & K. C. B. de França (eds.), Território metropolitano, políticas municipais (pp. 21–52). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Lacerda, N., & Ribeiro, S. (2014). Limites da gestão metropolitana e impasses à governança cooperada intermunicipal no Brasil. EURE, 40(121), 185–202. https://doi.org/10.4067/S0250-71612014000300009
Lefebvre, H. (1999). A revolução urbana. Editora UFMG.
Lefebvre, H. (2011). O direito à cidade. Centauro.
Lefèvre, C. (2005). Gobernabilidad democrática de las áreas metropolitanas: experiencias y lecciones internacionales para las ciudades latinoamericanas. En E. Rojas, J. R. Cuadrado-Roura, & J. M. Fernández Güell (eds.), Gobernar las metrópolis (pp. 195–262). Banco Interamericano de Desarrollo.
Lima Júnior, F. do Ó, & Ferreira, L. da S. (2025). Aglomerados urbanos emergentes e estrutura produtiva [Manuscrito inédito]. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Laboratório de Planejamento Urbano e Regional.
Lopes, A. (2006). Gestão metropolitana no Brasil: da coerção simétrica ao voluntarismo sem modelo. En C. A. da Silva, D. R. Guichard Freire, & F. J. G. de Oliveira (eds.), Metrópole: governo, sociedade e território (pp. 137–155). Faperj.
Marguti, B. O., Costa, M. A., & Favarão, C. B. (eds.). (2018). Brasil metropolitano em foco: desafios à implementação do Estatuto da Metrópole. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Monte-Mór, R. L. de M. (2003). Urbanização extensiva e novas fronteiras urbanas no Brasil. En E. Rassi Neto & C. M. Bógus (eds.), Saúde nos grandes aglomerados urbanos (pp. 79–95). OPAS.
Moura, R. (2024). Afinal, a governança metropolitana é possível? Revista Jatobá, 6. https://doi.org/10.5216/revjat.v6.78958
Moura, R., & Pego, B. (2016). Aglomerações urbanas no Brasil e na América do Sul: trajetórias e novas configurações (Texto para discussão n.º 2203). IPEA.
Nascimento, D. C. do. (2025). Fluxos intrametropolitanos na Região Metropolitana do Cariri (Ceará): um estudo sobre saúde e ensino superior. Revista Geotemas, 15, e02514. https://doi.org/10.33237/2236-255X.2025.6949
Queiroz, S. N. de. (2025). Especialização da população nordestina a partir de dinâmicas socioespaciais e desigualdades territoriais [Manuscrito inédito]. INCT LABPLAN.
Rolnik, R., & Somekh, N. (2000). Governar as metrópoles: dilemas da recentralização. São Paulo em Perspectiva, 14(4), 83–90. https://doi.org/10.1590/S0102-88392000000400009
Silva, B. C. do N. (2020). Governança metropolitana face à implementação do Estatuto da Metrópole [Tesis de maestría, Universidade Federal do Rio Grande do Norte]. Repositorio institucional UFRN.
Silva, J. G. da, Queiroz, S. N. de, & Sidrim, R. M. S. (2021). Mobilidade pendular na Região Metropolitana do Cariri. Economia & Região, 9(2), 211–231. https://doi.org/10.5433/2317-627X.2021v9n2p211
Soja, E. W. (1989). Postmodern geographies: The reassertion of space in critical social theory. Verso.
Soja, E. W. (2002). Postmetropolis: Critical studies of cities and regions. Blackwell.